13 agosto 2004

A Religião

Falamos diariamente neste tema, mas jamais o compreendemos. O que será que temos de fazer até sabermos o real significado dela, ou será que ela tem algum significado de O ser? Ela está sempre à nossa volta, quer queiramos, quer não, ela vem sempre ter connosco. Sem percebemos porquê aceitamo-la, ou sem sabermos porquê rejeitamo-la. Aqui e ali, pregam-se as diferentes religiões que existem, e aqui e ali mata-se pelas diferentes religiões, e ainda aqui e ali novos seguidores se juntam ás diferentes religiões.

Mas qual será A Verdadeira delas todas? Será que há uma?! Ou será que são Elas são todas verdadeiras? A questão depende de cada um, porque com esta pergunta, teremos milhões de respostas diferentes, e ao mesmo tempo iguais, pois nenhuma delas nos responde realmente ao que queremos saber!

As perguntas mais elementares, que ao mesmo tempo são as mais complexas ficam sempre sem respostas. E Assim continuamos iguais ao que éramos no inicio, e a fazer-mos o que fazíamos.

Será que alguma religião nos protege dos fanatismos religiosos? Será que é um ciclo religioso, que se prossegue durante séculos e séculos, e a que nenhuma religião tem escapatória?

Porque será a riqueza das religiões incalculável, e ao mesmo tempo nos pedem mais? E enquanto isso, mais e mais de nós morremos à fome? Porque será o humano tão vulnerável que só nas alturas de maior aperto se vira para Ela? Porque haverá um homem superior a todos nós, com o poder de nos perdoar, encaminhar, e reencaminhar, quando Ele não têm ninguém que lhe faça o mesmo? As questões da religião são sempre as mesmas, mas as respostas também o são... Mais ainda, as respostas não as há!

Lisboa, 2003/2004
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