29 novembro 2005

Tempo

«Esse teu ar, juvenil, mas no entanto maduro, sério, mas alegre, abriu uma grande fossa dentro de mim mesmo, e desde esse momento, que, cada olhar, que os meus olhos tendem a cruzar contigo, cavam e penetram ainda mais no interior desta escura fossa que me abriste.Vejo-te e observo-te, e tal é a força que cresce dentro de mim para avançar e lançar-me a esse teu ar, ingénuo, mas ao mesmo tempo sabedor, que fico completamente imóvel, enquanto tu, tal é a força desse teu sorriso, que parece ser sempre diferente e maior, diferente e melhor, mas sempre aliciante e encantador, caminhas lenta e normalmente por entre o teu longo e belo paraíso…»
in Estórias de um Romancista,
1896
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