20 julho 2004

O Caminho Incógnito

Quantas vezes dizia ele que te mostrava o caminho? E quantas vezes ficaste tu perdida? Mas acabaste sempre por voltar aqui! Porque não tentaste saber se eras suposta seguir o caminho, ou se o teu lugar era aqui?
Mas aventureira como sempre foste, continuaste à procura do caminho que ele te dizia mostrar. Sempre que te via partir, despedia-me com um até já, e tu acenavas-me como se fosse um adeus , um adeus para sempre!

Aí, se tu soubesses que isso era só um jardim, e por mais voltas que caminhos que tomasses dentro dele, regressarias sempre a casa, nunca te terias magoado da maneira que te magoaste. Mas esse jardim, não era um jardim qualquer, este era o teu jardim. Onde só crescia, floria, e respirava, aquilo que querias, aquilo que tu semeávas, aquilo que tu regávas...

Este caminho, que nunca parecia levar-te a lado nenhum e que ao mesmo tempo levava-te de volta a casa, era o teu caminho, dentro do teu jardim. Até que acordaste, e deixaste-te levar pela magia e paraste de planear a tua vida, e ai, esse teu jardim, deixou de ser aquilo que era... deixou de iludir-te como o caminho que tentavas sempre percorrer!

Santarém, 2004
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