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La Vida de José Antonio

"José Antonio es un hombre sin suerte. Nació muy tarde y murrio muy temprano, y su vida se resumió, según él a un par de días o meses, que no supe distinguir, en él cual llegó, se enamoró y se disgustó tanto, que pronto partió para toda la vida. Pobre hombre, que he venido con el único propósito de enamorarse de ella, ella que de echo se torno en la flor de sus mañanas, el sol de sus ojos, las caricias de su piel, y todo lo demás, que nos hace amar, vivir y seguir caminando en busca de una vida llena de vida. Pero el que él no sabia es que en pronto iba a partir, para el mismo hogar donde había venido, y así morir, tal como había nacido." José António chegou de malas feitas, pronto para ficar, com a ideia de aqui permanecer e criar raízes, num dia chuvoso, não tão chuvoso como outros tantos, mas mais que outros tantos, em suma, era um dia, quão normal quantos outros tantos que se folheiam por outras tantas histórias, e se vivem por todas estas vidas. Chegou, já maior, maior...

Árvores de Sonhos

A jovem, que não aparentava ter mais de trinta anos, sentia-se exausta, necessitada de uma boa noite de sono, que tendia em não aparecer, e nessa tarde, enquanto deambulava pela cidade, junto à zona do Rato, sem perceber porquê, parou de pensar nas perguntas que pairavam na sua mente e que lhe tiravam o sono, e como que deixando o seu corpo levitar, seguiu o estranho e espesso perfume que pairava sobre ar, e lhe puxou até à Rua da Escola Politécnica, seguindo depois pelo portão principal de um belo jardim. Caminhava pelos estreitos caminhos do jardim, observando as suas belas flores e espantosas árvores, quando encontrou uma gigante e magistral árvore, rodeada de outras não menos portentosas, e decidiu, aproveitar a sua bela sombra, e sentar-se junto a ela. Há árvores que levam centenas de anos a formar-se e a crescerem até aquela estrondosa e poderosa árvore que hoje vemos, e por vezes admiramos. Outras levam apenas dezenas de anos até serem magníficas e coloridas. Mas, todas elas...

História de Um Beijo (Que tarda em chegar)

Os beijos que enviamos, uns aos outros, têm por vezes que viajar distâncias enormes, e têm sempre inúmeras razões por tardar em chegar, ou se fazer sentir, porque por vezes estamos tão distraídos com o ritmo frenético da sociedade e das nossas vidas, que nem os sentimos chegar. Este beijo, porém, embora pequeno, como outros tantos que já te enviei, teve que atravessar dois continentes, e quase meio mundo, antes de chegar ao seu destino final, destino esse, o canto superior esquerdo do teu pescoço, que embora não o conheça, ao pormenor, tenho a certeza, de que é belo e macio, e quiçá, sensível ao tacto de um dedo que deslizando sobre o teu pescoço, quase sem o tocar, como se o dedo estivesse somente a sondar a textura e orgânica, de algo imensamente belo e frágil. Pois bem, este beijo, como disse, embora pequeno como outros tantos, é mais forte e capaz do que os demais, e ainda mais sentido e com mais energias do que todos os outros que já te enviei. Durante a sua viagem, o seu lon...

Eterna Felicidade

A felicidade não é algo que se procure, desesperadamente ou não, e se encontre, por ai... Sigo, percorrendo estes degraus, escadas acima e escadas abaixo. Perco conta das vezes, que vagueando por estas ruas e ruelas, sem seguir um determinado caminho ou percurso, e muito menos um rumo, dou por mim a atravessar-te, mais uma vez, tentando de algum modo apanhar esse sentimento que dá nome a este pátio e a esta travessa, estranhamente perdidas no tempo, escondida por entre o centro desta cidade. Suponho, que, sem me aperceber, a procure, dia após dia, tentando aumentar as probabilidades de a encontrar aqui, de a apanhar aqui, ou mesmo que de passagem por aqui esteja, atravessando-a vezes sem conta... Mas, como dizem os locais, que por aqui permaneceram, alheios não só ao desenvolvimento frenético em seu redor, mas também, ao estado decadente em que cai a sua própria travessa e pátio, que ela, está sempre aqui presente e que não depende de quantas vezes a atravessamos, mas sim do sentim...

Caminhos da Vida

Já não escrevo há semanas, e sinto, neste momento, um sem fim de ideias, pensamentos, e palavras, atravessarem-me a mente, como se tivessem aberto as comportas de uma barragem, que já transbordava de água. Sentimentos à flor da pele, que agora, me fazem pensar, em quem sou, em o que sou, em quem chegou à minha vida, e em quem deixou de aqui estar. Penso, em quem era, em quem sou e em quem quero ser. Em quem gosto, e em quem amo. Em quem marcou-me, para o bem e para o mal, e em quem deixei de gostar, deixei de amar, ou simplesmente, deixei que os meus sentimentos deixassem de existir, e sentir, o que quer que fosse. Penso em ti. E também em ti. E agora, penso em ti. Agora, que te sinto mais perto do meu coração, mas mesmo assim, distante, como nunca. Penso, que mesmo sabendo que nunca nos teremos, um para o outro, estarás para sempre dentro de mim. Penso, novamente, em ti. Não, não em ti. Tu, tu que deverias ser a pessoa, a par dela, que eu mais deveria amar, mas pela qual sinto, um par...

Há dias assim.

Encontro-me perdido. Perdido no meio de um gigante labirinto, que parece crescer a cada passo que dou. Um labirinto onde a cada passo que dou, mais me entranho dentro dele. Um labirinto, de avenidas, ruas, ruelas, becos, passagens e travessas. Um labirinto repleto de estranhos, conhecidos, amigos, e familiares. Um labirinto, que por vezes, aparenta ser familiar, para logo se tornar em algo, completamente, desconhecido. Normalmente, caminho tranquilamente, escolhendo, quando posso, as curvas, ou caminhos, que tomar, mas hoje encontro-me perdido. Não me apetece continuar a andar, por entre estes cruzamentos. Paro, respiro, e olho em redor. Busco, em vão, por uma rua familiar, um cheiro comum, uma cara conhecida. Penso em voltar para trás. Não consigo. Faço, então, a rua, mas de costas, andando para trás, tentando de algum modo voltar atrás, até chegar ao cruzamento em que me perdi. Nada. Olho, através do labirinto em que me encontro perdido, em meu redor, e tento andar para trás nele, ma...

Lack of Love

And just like a whisper, that silently makes its way trough the air, before disappearing, and getting forever lost, in time and space, love started to fade away. Slowly, it faded away, until there was no reason or meaning to keep on going. No reason or meaning trying to fight for something that had been lost a long ago. Something that had been lost, even before, they knew. Both had imagined that love was on their side, for the first time in their lives. But, in fact, love had been lost. Love had had its fate crossed long ago. Love was no longer. And, just a fake sense of love, kept them going. Together, but alone. Both kept it walking. Both kept it going. Still, both travelled just a step back, way behind, just in case they had to runaway. Runaway from love. Runaway from themselves. Runaway from love, just in time, not to get struck  by it. Just in time not to get hurt by the lack of it…