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Tempestade Emocional

O vento sopra forte, forte também é a chuva que cai sobre nós, pobres humanos.  Pela cidade fora inocentes árvores caiem, derrubadas pela intensidade do vento, e da natureza, que demonstra parte do seu poder, enquanto outras, mais preparadas e enraizadas, apenas tremem; pela cidade fora  ruas e ruelas alagam-se, umas mais que outras;  Aqui, na zona, as ruas mais se parecem com pequenas afluentes de um rio, com a água a transbordar pelas suas bordas, transbordando para os passeios; as sarjetas assemelham-se com pequenas panelas de pressão, cuspindo água pelas suas ranhuras; enquanto isso aqui e ali carros ficam encalhados no meio da rua e motas são derrubadas pela água que desce avenida fora.  Eu, estou cá dentro, sentado na varanda a fumar um cigarro. A casa vazia parece silenciar-se, temendo o pior da tempestade, que tende em agravar-se. Não só se agrava como também se prolonga pela madrugada dentro. Observo a fúria da chuva que cai e os relâmpagos que in...

Goodbyes

She said goodbye once again, as she closed the door behind her, and left for good. He did not move from where he was standing, neither did he say a word. He could feel her smell on his books, see her smile on the small mirror by the door and hear her voice singing by the kitchen table, but in the end all that there was, were mere memories of what had been. He had tried to speak, as she was walking for the door, just as he had tried when she said goodbye for the first time, but for all the words that he could think of, none were going to change her mind, and he knew that; and most importantly, she knew that too...

Summer Breeze

I really need to stop. Stop and rest for a minute... Actually, what I really need is to stop for a minute, sit down for another, and spend another one enjoying a fresh cold beer, and then, finally, rest. Rest before my mind goes out of control. Going down the street and into Kerrytown, just by the Market, I know this cozy bar, with a refreshing shaded patio: "Its just what I need!", my mind screams. So, I head that way, and while I do so, I feel myself melting down, just as the sun, up on the blue sky, shines with such strength that all around me a huge wave of sweat seems to be arousing, and all around me people are starting to melt, slowly, one by one, and I that dislike those freezing winter days, for once, wish that I was an ice cube, sliding down this body, that urgently needs solidification. "This is just my mind having this strange thoughts", I say as I try to keep my pace, and reach that cozy bar, down by the Market, before being defeated by this amazing ba...

Árvores de Sonhos

A jovem, que não aparentava ter mais de trinta anos, sentia-se exausta, necessitada de uma boa noite de sono, que tendia em não aparecer, e nessa tarde, enquanto deambulava pela cidade, junto à zona do Rato, sem perceber porquê, parou de pensar nas perguntas que pairavam na sua mente e que lhe tiravam o sono, e como que deixando o seu corpo levitar, seguiu o estranho e espesso perfume que pairava sobre ar, e lhe puxou até à Rua da Escola Politécnica, seguindo depois pelo portão principal de um belo jardim. Caminhava pelos estreitos caminhos do jardim, observando as suas belas flores e espantosas árvores, quando encontrou uma gigante e magistral árvore, rodeada de outras não menos portentosas, e decidiu, aproveitar a sua bela sombra, e sentar-se junto a ela. Há árvores que levam centenas de anos a formar-se e a crescerem até aquela estrondosa e poderosa árvore que hoje vemos, e por vezes admiramos. Outras levam apenas dezenas de anos até serem magníficas e coloridas. Mas, todas elas...

Eterna Felicidade

A felicidade não é algo que se procure, desesperadamente ou não, e se encontre, por ai... Sigo, percorrendo estes degraus, escadas acima e escadas abaixo. Perco conta das vezes, que vagueando por estas ruas e ruelas, sem seguir um determinado caminho ou percurso, e muito menos um rumo, dou por mim a atravessar-te, mais uma vez, tentando de algum modo apanhar esse sentimento que dá nome a este pátio e a esta travessa, estranhamente perdidas no tempo, escondida por entre o centro desta cidade. Suponho, que, sem me aperceber, a procure, dia após dia, tentando aumentar as probabilidades de a encontrar aqui, de a apanhar aqui, ou mesmo que de passagem por aqui esteja, atravessando-a vezes sem conta... Mas, como dizem os locais, que por aqui permaneceram, alheios não só ao desenvolvimento frenético em seu redor, mas também, ao estado decadente em que cai a sua própria travessa e pátio, que ela, está sempre aqui presente e que não depende de quantas vezes a atravessamos, mas sim do sentim...

Caminhos da Vida

Já não escrevo há semanas, e sinto, neste momento, um sem fim de ideias, pensamentos, e palavras, atravessarem-me a mente, como se tivessem aberto as comportas de uma barragem, que já transbordava de água. Sentimentos à flor da pele, que agora, me fazem pensar, em quem sou, em o que sou, em quem chegou à minha vida, e em quem deixou de aqui estar. Penso, em quem era, em quem sou e em quem quero ser. Em quem gosto, e em quem amo. Em quem marcou-me, para o bem e para o mal, e em quem deixei de gostar, deixei de amar, ou simplesmente, deixei que os meus sentimentos deixassem de existir, e sentir, o que quer que fosse. Penso em ti. E também em ti. E agora, penso em ti. Agora, que te sinto mais perto do meu coração, mas mesmo assim, distante, como nunca. Penso, que mesmo sabendo que nunca nos teremos, um para o outro, estarás para sempre dentro de mim. Penso, novamente, em ti. Não, não em ti. Tu, tu que deverias ser a pessoa, a par dela, que eu mais deveria amar, mas pela qual sinto, um par...

Há dias assim.

Encontro-me perdido. Perdido no meio de um gigante labirinto, que parece crescer a cada passo que dou. Um labirinto onde a cada passo que dou, mais me entranho dentro dele. Um labirinto, de avenidas, ruas, ruelas, becos, passagens e travessas. Um labirinto repleto de estranhos, conhecidos, amigos, e familiares. Um labirinto, que por vezes, aparenta ser familiar, para logo se tornar em algo, completamente, desconhecido. Normalmente, caminho tranquilamente, escolhendo, quando posso, as curvas, ou caminhos, que tomar, mas hoje encontro-me perdido. Não me apetece continuar a andar, por entre estes cruzamentos. Paro, respiro, e olho em redor. Busco, em vão, por uma rua familiar, um cheiro comum, uma cara conhecida. Penso em voltar para trás. Não consigo. Faço, então, a rua, mas de costas, andando para trás, tentando de algum modo voltar atrás, até chegar ao cruzamento em que me perdi. Nada. Olho, através do labirinto em que me encontro perdido, em meu redor, e tento andar para trás nele, ma...

Guardião do Túria

Imagem
Era grande, soberbo, forte e robusto. Nu, incapaz de sentir frio ou calor, tinha um ar branco, meio transparente, e já um bocado gasto, e acinzentado, pelos longos dias que ali passará, indiferente ao sol e à chuva, à noite e ao dia. Encontrava-se ali sentado, sempre na mesma posição, de pés no chão, com as mãos agarradas às pernas, exercendo uma pressão tal, que lhe fazia encolher, e entortar, as costas. Observava atentamente o ritmo de vida que se desenrolava em seu redor, dia após dia. Estava assente numa pequena plataforma, erguida uns dez metros acima do topo das escadas do museu, e, desse ponto, tinha uma vista privilegiada para este canto da cidade. Estava virado para noroeste, e daí, não só controlava o tráfico que se estendia em seu redor, pelas novas avenidas, como também, podia observar e apreciar os longos, e intermináveis, jardins do Túria, o jardim botânico, e melhor ainda, um belo, único, e sempre singular, pôr-do-sol. Dia após dia, sentado e quieto, com um ar solitário,...

Viagem em Viagem

Estamos em Março, e a Primavera está mesmo à porta, mas no entanto, o tempo, esse tempo, parece já estar a tornar-se Verão. Está um calor imenso, e um Sol ainda maior. O Sol, forte, está lá no alto, a aquecer-nos a alma, e os corpos, e eu, estou aqui sentado, no meu lugar do comboio. Não consigo para de pensar no Verão. Olho pela janela fora, e mesmo com o ar fresco, do ar condicionado, consigo sentir, o calor, tremendo, que se faz sentir, lá fora. Consigo, por breves momentos, ao fechar os olhos, sentir aquela típica brisa do mar, a penetrar-se pelos meus cabelos, e a refrescar-me a cara. Estou de pé, a bombordo, e observo o longínquo mar, no horizonte. Inspiro fundo, e consigo transportar-me até à praia, onde sentado na areia, observo as rebentações das ondas, ao ritmo de uma suave melodia oceânica. Sinto o mar, o sal, e a arreia a entranhar-se pelas minhas pernas, e a perder-se por entre os dedos das minhas mãos, que a vão acariciando suavemente. Nestes escassos segundos, em que con...
Estava uma bonita, e fresca, tarde de Outono. Fresca, mas não tanto. O Sol, embora pequeno, iluminava de uma forma quase mágica, aquelas antigas ruas da cidade, repletas de, praticamente desnudas, árvores, pintadas em variados tons acastanhados. O sol, permitia ainda, que esta tarde, não fosse tão fresca como as outras tardes de Outono, o que a tornava, numa ainda mais bela tarde de Outono. Eu, caminhava, descontraidamente, saboreando cada passo que dava, aproveitando ao máximo, cada pequeno momento, desta rara tarde, quando, inesperadamente, senti o teu cheiro penetrar-me pelas narinas, hipnotizando-me, quase que de imediato, pelo teu fantástico aroma, fazendo-me seguir o seu rasto, até à entrada do café. Entrei. Parei. Respirei fundo, e deixei-me levar pelo teu, cada vez mais intenso, cheiro. Deixei que o teu cheiro se apoderasse de mim, e dos meus sentidos, e sem notar, deixei que ele me começasse, lentamente, a tomar conta dos pensamentos. Olhei em meu redor, e sem dificuldade algu...

Voltar

Voltar. Regressar. Reaparecer. A acção de ir de novo para algo. O sentimento de Voltar. O Voltar de alguém em especial. O Voltar a um lugar especial. O Voltar de um objecto especial, que se perdera algures no tempo. Algo que Volta a aparecer, ou, que simplesmente, Volta a fazer parte de ti. O que sentes quando esse alguém, ou esse algo, Volta? O que sentes quando Voltas a esse lugar? O que terá mudado, para melhor e para pior? O que terá permanecido igual, tanto em ti, como naquele, ou naquilo, que Volta? Será que o facto de estar a Voltar, ou de estar de Volta, implica que tudo Volte a ser como dantes? Perguntas, que mesmo sem se fazerem, aparecem sempre que há uma acção de Voltar. Neste caso, ela, sentada, no seu lugar do avião, pensa na sua partida., e naqueles que deixou para trás, enquanto, espera, ansiosamente, que chegue ao seu destino. Que Volte a chegar. Que volte ao seu pequeno lugar na terra, a que chama casa. Ou que se habituou a chamar de casa. O lugar onde cresceu. O luga...

(Mais) Um Momento...

Estou ainda sentado. Paciente. Mas cada vez mais impacientes. Os minutos passam, e eu, nem por eles dou. Derivado das chaves, que tendem em não chegar, consigo, aqui, para o meu caderno, abstrair-me do mundo, que avança freneticamente, 360º graus à minha volta. Observo o infinito. Oiço sons. Barulhos da noite. Luzes que acendem. Uma porta que abre, outra que se fecha. Um carro que sobe, rua acima, outro que desce, rua abaixo. Paro. Reflicto. Seria um carro que subia rua abaixo? Outro que descia rua acima? Paro, novamente. Escuto. Um cão que ladra. Um ciclista, nocturno, que passa. Olho. Olho para as horas. Mando uma mensagem. Recebo o relatório. Espero. Escuto, novamente. Um comboio que passa, lá em baixo, muito em baixo. Uma mota que viaja, algures por ai. Paro. Levanto-me. A perna está dormente. Mas, a caneta, e consequentemente a mão, parecem não se interessar. Escreve. Escreve sem parar. Escreve palavras que passam e atravessam a minha mente, a uma velocidade estrondosa. Uma veloci...

Chaves

Chaves, mas que raio de chaves. Umas palpáveis, outras nem tanto. Umas abrem portas e lugares, outras guardam coisas e segredos, outras, ainda, decifram códigos e mensagens, e outras, ainda outras, abrem e criam fortunas. Mas estas, estas minhas chaves só me lixam é a vida. Para além de me abrir a porta, do meu pequeno, modesto, mas acolhedor refúgio, deixam-me, também elas, aqui agarrado, sentado à beira do desespero, mas ao mesmo tempo, esperançado, que a hora chegará, e que a porta se abrirá, aliás, como todas as outras, que ainda esperam ser abertas, ou outras ainda, que esperam ser descobertas… Chaves!!!

Passageiro(a)

«Com a viagem a prosseguir, o passageiro, já sentado calmamente, no seu devido lugar, mede, descontraidamente, mas no entanto fixamente, as medidas, a alguém, que, aparenta ser ainda jovem, não mais de 27 anos, e com um olhar bem vivo, e bem claro, que parece transparecer alegria e vida. Ela, distraída, vaguei pelos seus pensamentos, pensa o passageiro, mas de facto não poderá dizer com tanta certeza, pois a única coisa que nota, é que ela e o seu olhar, parecem viajar para o além, para o infinito, enquanto os seus ouvidos, pequenos, redondos, e bem formados, ouvem, ou pelo menos, fingem ouvir, algo que toca, no instrumento, que ela traz consigo. Enquanto isso o passageiro, continua, à sua maneira, a prosseguir as medidas da sua vizinha de bordo, que cada vez mais lhe parece, tão ou mais bela e atraente do que o seu olhar e a sua leveza aparentavam transparecer. Ela, a passageira, não consegue acreditar, onde foi o lugar dela calhar. Tinha visto o mesmo passageiro, que agora se sentava...

Descrever

«(...) aquilo que eu Vivi aquilo que eu Senti se algum dia fosse descrever ou tentar explicar de tal forma que tu fosses sequer capaz de entender deixava de ser aquele momento único e só que eu Vivi, e que eu Senti (...)» Alguém, em 1675

Excertos de um Soldado II

(…) «Em sentido, na formatura, e de arma em punho, o soldado, solitário no meio do seu próprio grupo, observa atentamente o infinito, que a sua mente descreve e observa, discretamente, enquanto o capitão, na sua pose habitual, comunica tranquilamente ao seu esquadrão, as suas tarefas, para esse dia, que tão cedo teimava a nascer.Entretanto, do outro lado do quartel, faziam-se ouvir os gritos da oposição. Não eram uns gritos quais queres, mas sim uns gritos mecanizados, produzidos, por algo a que vulgarmente se chama de armas. Armas, tiros, bombas, explosões, isso era o que ouvia nessa manhã, tal como em muitas outras, para variar um bocado o monótono dia que se previa, vir dia após dia. Enquanto isso, o soldado, solitário, e em sentido, teimava em vacilar por entre o seu infinito, e pensava em quanto sentia a falta de tudo aquilo que tomara como garantido, durante estes últimos anos todos, mas que agora pareciam cada vez mais longe, e cada vez menos seu. Em sentido, ele sentia, aqueles...

Excertos de um Soldado I

(...) «andando por vezes perdido,o soldado mostra-se resignadoà sua missão enquanto, o senhor capitão, aproveita o caféda manhã e lê calmamente o jornal do dia. ao mesmo tempo o Coronel, almoça,algures, com uns velhos amigos, e por entre copos e sorrisos relembrame recordam os velhos tempos, e tentam passar assim o seu dia» (...)

Café a Dois

Naquela tarde, estavas tu sentada, naquele mesmo canto do café, e pausadamente o tomavas, quando deste pelo olhar dele. Já sabias quem ele era, e já antes tinhas reparado naquele olhar, aquele olhar que te parecia penetrar o Coração, e que te deixava com uma certa ansiedade. Mas, nesse dia, também tu notaste algo diferente no olhar dele. Aquele olhar que tantos cafés te tinham feito tomar, nesse dia, parecia outro. E isso arrepiou-te... Sentiste uma pequena brisa atravessar-te levemente o corpo, e ainda pensaste que poderia ser algum sinal, mas rapidamente largaste os teus pensamentos, e concentraste-te novamente naquele olhar. Enquanto olhavas, timidamente, pelo canto do olho, reparaste que o olhar se desviara. Levantou-se e começou a caminhar no teu sentido. Nesse momento sentiste um tremor de terra dentro ti mesma, e sem dares por isso escorreu-te, levemente, uma gota pela testa. Sentiste ainda um calor tremendo, e parecia que tinhas o coração a arder, e quanto mai...

A Primeira Vez

"Já alguma vez experimentaste?" - Perguntou ele, assustado e apavorado, porque na altura, não fazia a minima ideia do que haveria de fazer. "Sim! E é bom... Muito Bom!" - Respondeu-lhe ela calmamente, com um ar de confiança total, que transcendia-lhe daquele sorriso lindo. Nesse momento, ele, timido e envergonhado, ficou silencioso. Por entre o silêncio dele, percorriam-lhe dezenas e centenas de ideias pela cabeça, a confusão era tal que ele não sabia se haveria de seguir em frente e experimentar pela primeira vez, ou recuar sem olhar pra trás. Enquanto isso, ela observava-o e fazia aquele sorriso típico de quem observa alguem intimidado, e que não sabe aquilo que perde em não experimentar. Enquanto os dois, se observavam mutamente, sendo que nenhum deles ali estava presente nesse mesmo momento, o rapaz decidiu-se... E experimentou! Foi assim que descobriu o quão bom que era! O quanto ele tinha perdido nesta vida, e ai ele soube, e decidiu-se, que ...

Aquela Viagem...

Dentro do avião olho e cheiro os últimos cheiros e as ultimas visões do sudoeste asiático. Recordo os momentos que tive, e aqueles que passei... Olho para o passado, e tento não pensar no Futuro longe da terra que aprendi a amar, a cidade onde vivi a minha juventude. Recordo os momentos alegres, os mais tristes, os acontecimentos e tudo aquilo a que chamamos vida... Paro para reflectir, no porque voltei e no porque parto. Cinco meses de volta pelo oriente passaram a voar e acabaram num abrir e fechar de olhos... Talvez o regresso tenha sido demasiado cedo por uma ilusão de algo que parecia mudar aquilo que não queria mudar... Neste momento, vejo e sinto que Errei. Pois aquilo que eu quero é mesmo aquela flor roxa, a flor que reguei quando precisava desabafar, a flor que me fez sorri, chorar, cantar, gritar,... Aguardo a partida, e vejo à volta as vozes que se fazem ouvir. O Cantonês destaca-se dentro do avião, a língua pela qual me apaixonei, a língua que durante década e me...